"O
SENHOR DOS ANÉIS" - VOCÊ JÁ VIU ESTE FILME
ANTES?
Quando
começam a subir os intermináveis créditos ao
final de "O Senhor do Anéis", o sentimento é
de frustração. Você pode ficar relaxando com a
leitura desatenta de tantos nomes, com mais de dez minutos de créditos,
ao som indefectível de Enya cantando "May it Be".
A quantidade de nomes de uma ficha técnica, como a que vemos
nesta primeira das três partes de "O Senhor dos Anéis
- A Sociedade do Anel" é a prova irrefutável de
uma super-produção com cifras superiores a 100 milhões
de dólares.
"O Senhor dos Anéis" termina dando vontade de ficar
vendo mais. É como um livro que você para de ler sabendo
que poderá voltar só daqui a um ano. O cinema sempre
colabora com a bagagem literária de muita gente. Muitos livros
jamais lidos acabam sendo assistidos no cinema. Ou serão lidos
graças ao mesmo cinema.
A
segunda sensação estranha que o filme causa ao final
da projeção vem ainda no embalo da mesma Enya (foto
à esquerda), um fenômeno irlandês que teria vendido
a média de 10 mil discos por dia desde 1988, com mais de 50
milhões de álbuns desde o sucesso mundial da faixa "Orinoco
Flow". Parece que já vimos este filme muitas vezes e de
muitas formas antes. Claro, quem leu o livro sacou antes que muito
do universo do escritor sul-africano John Ronald Reuel Tolkien vem
servindo para a inspiração de infinitas expressões
artísticas desde a publicação da primeira parte
da saga dos seus hobbits, elfos e magos em 1937.
Nada escapa desse universo em que nada se cria e tudo se inspira no
já existente: desenhos animados, guerras nas estrelas, Beatles,
jogos eletrônicos, literatura barata, brinquedos, fantasias,
disneylândias e infinitos outros derivados da luta do bem contra
o mal. Assim como o cineasta italiano Luchino Visconti morreu sem
ter realizado o seu maior sonho, o de filmar "Em Busca do Tempo
Perdido", de Marcel Proust, sabe-se somente agora que o genial
e excêntrico Stanley Kubrick também morreu sem ter realizado
um de seus sonhos cinematográficos, só que lá
nos idos dos anos 60. Justamente o de filmar "O Senhor dos Anéis",
nada menos do que com os próprios Beatles no seu elenco principal.
Fonte de tantas inspirações, é justamente chegada
a vez do núcleo original do genial Tolkiens. Chegou a vez de
beber diretamente da fonte. Com sabor de primeira vez e vontade de
encher a cara. "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel"
é um filme imperdível. E se estiver em São Paulo
experimente o Unibanco Arteplex.
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