Jornal da mostra nº 153


26ª MOSTRA APRESENTA A OBRA DO MESTRE SOKÚROV

Considerado um dos mais importantes diretores da atualidade, Aleksandr Sokúrov nasceu em 1951, na cidade de Podorvikha (Sibéria). Seu pai era um oficial do Exército russo, veterano da Segunda Guerra. Como a família estava em constante deslocamento, Sokúrov iniciou sua vida escolar na Polônia, prosseguindo seus estudos no Turcomenistão.
Formou-se em História em 1974 e, posteriormente, estudou no VGIK, o famoso Instituto de Filmografia da Rússia, onde obteve seu diploma em 1979 _ um ano antes do previsto, devido a conflitos com a instituição e o poderoso Goskino, o departamento estatal de cinema. Seus trabalhos, ainda como estudante, eram inaceitáveis para a burocracia russa e ele foi acusado de formalismo e de assumir "visões anti-soviéticas".
Seu primeiro longa-metragem, A Voz Solitária do Homem (1978), foi recusado como projeto de graduação no VGIK. Nesta época ele recebeu importante e decisivo apoio de Andrei Tarkovski (1932-1986), que se entusiasmou com seu filme de estréia.
Por influência do consagrado cineasta, o jovem Sokúrov foi empregado pelos estúdios Lenfilm em 1980, o que possibilitou a realização de seus trabalhos iniciais _ a maioria censurada pelo governo russo. Somente a partir de 1986, com a reforma democrática promovida pela glasnost, o público pôde assistir às suas criações.
Durante a década de 90, os filmes de Sokúrov foram apresentados em diversos festivais pelo mundo, recebendo prêmios internacionais, como o da Fipresci (a Federação Internacional de Críticos de Cinema), o Tarkovski Award e o Russian State Award.
Sokúrov passou a ser exibido no Brasil a partir de 1997, na 21ª Mostra, que mostrou o tocante Mãe e Filho (1997). Moloch (1999) esteve na 23ª edição, dolce... (1999) na 24ª e Elegia de uma Viagem, na 25ª Mostra.
A Retrospectiva Aleksandr Sokúrov desta 26a Mostra conta com 11 longas de ficção e 20 documentários, dentre eles a célebre série de nove Elegias, pequenos ensaios visuais que se tornaram a marca da poética sokuroviana.


Leia mais no Jornal da Mostra >>      Read more at Jornal Mostra >>

26th MOSTRA PRESENTS THE WORK OF MASTER ALEKSANDR SOKÚROV

Regarded as one of the most important directors today, Alexsandr Sokúrov was born in 1951 in the city of Podorvikha (Siberia). His father was an officer in the Russian army, a veteran of World War II. The family was constantly on the move, and Sokúrov began his school days in Poland and continued in Turkestan. He majored in history in 1974 and later studied in the VGIK, the famous Institute of Filmography in Russia, where he obtained a diploma in 1979 - one year before that foreseen, owing to conflict with the institution and with the powerful Goskino, the state department of cinema. His work, even as a student, was unacceptable to Russian bureaucracy, and he was accused of formalism and of assuming "anti-Soviet views". His first feature, The Lonely Human Voice (1978) was refused as a graduating project by the VGIK. The support he met with from Andrei Tarkovski (1932-1986) at this time were important and decisive. Tarkovski was enthusiastic about his first feature. Influenced by the acknowledged film maker, young Sokúrov was employed by Lenfilm studios in 1980 which made his initial films possible - the majority censored by the Russian government. Only as from 1986, with the democratic reform from the glasnost, were the public permitted to view his films.
During the nineties, Sokúrov's films were shown at several festivals, with international awards: the Fipresci (International Federation of Film Critics) Award, the Tarkovsky Award, and the Russian State Award. Sokúrov's films were shown in Brazil as from 1997, at the 21st Mostra with the touching Mother and Son (1997). Moloch (1999) was included in the 23rd Mostra, dolce… (1999) in the 24th Mostra, and Elegy of a Voyage (2001) at the 25th Mostra. The Retrospectiva Alexsandr Sokúrov in this 26th Mostra includes 11 fiction features and 20 documentaries, amongst which the celebrated series of nine Elegys, small visual essays that have become the hallmark of the poetry in Sokúrov
.



OS FILMES DE SOKÚROV NA 26ª MOSTRA / SOKÚROV’S FILMS IN THE 26th MOSTRA

A Pedra (“Kamen”, 1992)
A Voz Solitária Do Homem (“Odinoki Golos Cheloveka”,1978)
Arca Russa (“Russki Kovcheg”, 2002, foto/photo)
Dolce...(“Dolce...”, 1999)
Dolorosa Indiferença (“Skorbnoye Beschuvstviye”, 1983)
E Nada Mais (“I Nichego Bolshe”, 1982)
Elegia (“Elegia”, 1986)
Elegia da Rússia (“Elegia Iz Rossii”, 1992)
Elegia de São Petersburgo (“Peterburgskaya Elegia”, 1990)
Elegia de Uma Viagem (“Elegia Dorogi”, 2001)
Elegia Moscovita (“Moskovskaya Elegia”, 1986)
Elegia Oriental (“Vostochnaya Elegia”, 1986)
Elegia Soviética (“Sovetskaya Elegia”, 1990)
Hubert Robert: Uma Vida Afortunada (“Robert. Schastlivaya Zhizn”, 1996)
Maria (Elegia Camponesa)(“Maria”, 1978)
Mãe E Filho (“Mat I Syn”, 1997)
Moloch (“Molokh”, 1999)
O Segundo Círculo (“Krug Vtoroi”, 1990)
O Sonho do Soldado (“Soldatski Son”, 1995)
Obediência (“Povinnost”, )
Os Dias Do Eclipse (“Dni Zatmeniya”, 1988)
Páginas Ocultas (“Tikhie Stranitsy”, 1993)
Sacrifício Vespertino (“Zhertva Vechernyaya”, 1984)
Salvai e Protegei (“Spasi I Sokhrani”, 1989)
Sonata para Hitler (“Sonata Dlya Gitlera”, 1979)
Sonata para Viola. Dmitri Chostakóvitch (“Altovaya Sonata.Dmitri Shostakovitch”, 1981)
Taurus (“Telets”, 2001)
Um Exemplo de Entonação (“Primer Intonatsii”, 1991)
Uma Simples Elegia (“Prostaya Elegia”, 1990)
Uma Vida Humilde (“A Humble Life”, 1997)
Vozes Espirituais (“Dukhovnye Golosa”, 1995)

Leia mais no Jornal da Mostra >>      Read more at Jornal Mostra >>