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“UM
FILME É COMO UMA ÁRVORE. É SÓ PLANTAR E ESPERAR
CRESCER.”
É
difícil refletir sobre o que se pode esperar das conjunções
da 26ª Mostra BR de Cinema – Mostra Internacional
de Cinema em São Paulo. O panorama das inquietudes do mundo,
o esforço anual pela diversidade e a livre circulação
de idéias, os sonhos transferidos ao nosso inconsciente pela mão
hábil de tantos pensadores do cinema têm seus efeitos projetados
para a dimensão do incontrolável a partir do momento em
que o festival é entregue ao seu público.
Perdemos
uma paternidade ou uma maternidade que apenas gestamos no desejo de transferir
e propagar na forma de um amplo painel de pensamentos, um mosaico formado
por milhares de técnicos e artistas solidários neste universo
multifacetado do cinema. O festival apenas protege este fermento e o que
nele se semeia. O que germina é que não sabemos. O que sabemos
é que provocamos um ciclo que se repete e se multiplica com novos
pensamentos, novas idéias, novas inspirações e novos
alentos.
Como diz
um dos mais geniais cineastas contemporâneos, o russo Aleksandr
Sokúrov, de quem apresentamos na 26ª
Mostra o seu último e impressionante longa de um só
plano-seqüência, Arca
Russa, e mais uma retrospectiva
de grande abrangência, “um filme é como uma árvore,
é só plantar e esperar crescer.” Depois de 26 anos,
a certeza que temos é que esta vocação jamais se
perdeu. E que algumas florestas devem estar aí ao vento.
Renata
de Almeida e Leon Cakoff
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“A
FILM IS LIKE A TREE. JUST PLANT, AND WAIT FOR IT TO GROW”
It
is difficult to reflect on what is to be expected from the combined 26th
Mostra BR de Cinema – Mostra Internacional de Cinema em São
Paulo: a panorama of disquiet in the world, a yearly effort towards
diversity and free circulation of ideas, dreams transferred to our unconscious
through the skillful hand of so many thinkers in film making – all
effects projected to a dimension beyond control once the festival is the
domain of the public.
We lose
the fathering or mothering aspects that we just managed, in a desire to
transfer and propagate through a broad panel of thought – a mosaic
formed by thousands of technicians and solidary artists within this multifaceted
universe of cinema. The film festival only safeguards this ferment and
what is sown therein. We do not know what will germinate. All we know
is that we have started a cycle that repeats and perpetuates itself with
new thoughts, new ideas, new inspiration, and new fortitude.
In the
words of one of the geniuses in contemporary filmmaking, Russian Aleksandr
Sokurov, of whom we present in this 26th Mostra
a last and impressive feature on a single plane-sequence, Russian
Ark and, further, a retrospective
of great scope, “A film is like a tree. Just plant, and wait for
it to grow”. After 26 years, the certainty we do have is that this
calling was never lost. And that there must be forests out there, blowing
in the wind.
Renata
de Almeida and Leon Cakoff
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